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5 ações práticas para melhorar o fluxo de caixa da sua empresa

Luiz Fernando Gama de MedeirosArtigos, Educação Financeira e Gestão Financeira, Uncategorized04 ago, 2017 14:59
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Nem sempre uma crise financeira é resolvida com a redução de custos, os problemas podem estar no fluxo de caixa. Conheça 5 dicas infalíveis para sua empresa!

Para evitar crises tenha controle do seu fluxo de caixa
Para evitar crises tenha controle do seu fluxo de caixa

O negócio não anda bem e as vendas estão reduzidas. E pior ainda, o caixa está no vermelho.

A solução parece muitas vezes ser a mais óbvia: reduzir custos.

Mas na maioria das vezes, o maior desafio está no empreendedor detectar que o problema é estrutural de fluxo de caixa.


Se o problema de fluxo de caixa na sua empresa for apenas tático, será muito mais fácil de resolver.

Agora, se for também estrutural, vai ser preciso se reinventar.

Nesse post, você encontra 5 ações práticas para adotar e melhorar a saúde do seu caixa.

Por que estou com problemas com fluxo de caixa?

Idealmente, todo o empreendedor precisar trabalhar para identificar os problemas de fluxo de caixa o quanto antes, por meio do planejamento.

No entanto, o jeito mais óbvio de percebermos os problemas com o fluxo de caixa é a falta de dinheiro em si.

Chega um dia em que você não consegue honrar os compromissos e começa a atrasar os primeiros pagamentos.

Com uma sistemática de planejamento e visualização antecipada dos problemas, não resolvemos a situação em si, mas fabricamos tempo para tomar uma série de medidas de ajuste.

1 – Projeção de um fluxo de caixa

É chegado o momento: quantifique o real problema.

Para isso a sugestão é  começar pela projeção de um fluxo de caixa.

Faça uma projeção de caixa para os próximos 3 ou 4 meses.

Se achar muito tempo, comece, prevendo as próximas 4 semanas.

Crie uma força tarefa com sua equipe.

O mais importante é ganhar alguma margem de antecipação, porque com o tempo, será possível fazer escolhas melhores e sua reputação não será colocada em risco.

Com uma visualização antecipada de fluxo de caixa é possível prever os problemas que poderão vir.

Isso vai fazer com que você ganhe tempo para discutir com seus sócios as prioridades a serem negociadas para focar no fechamento das contas.

2 – Sair apenas o que entrou

Controlar as contas a pagar e a receber requer dinâmicas muito diferentes.

Com as contas a pagar o caixa será mais previsível. Você sabe quais são os custos fixos mensais: os salários dos funcionários, encargos, impostos, aluguel e fornecedores.

Por outro lado, as entradas são muitas vezes, imprevisíveis.

Existe o risco do atraso e inadimplência de seus clientes, e neste ponto é importante que o conhecimento e dados do histórico sejam usados na projeção.

Fluxo de caixa é realismo, e não de desejo.

O recomendável é retirar do fluxo de caixa as entradas arriscadas e mantê-las  à parte dentro da lista de ações e medidas para o time.

Vale lembrar que quanto menor a sua margem de lucro, maior deve ser a certeza do alto grau de pagamento dos clientes.

Por exemplo: um negócio de serviços possui uma margem de 10 a 15%, e apenas 80% de previsibilidade do pagamento, essa é uma fórmula explosiva para a conta não fechar no final do mês.


Portanto, será imprescindível estruturar um processo de cobrança com regras claras, definindo a flexibilidade dos prazos ao cliente e em quais momentos serão tomadas as medidas administrativas e judiciais.

Escolher  alguém do time para exerça a função de cobrança, vital para o fôlego do seu negócio, mas sem tirar o foco do empreendedor das demais demandas.

3 – Negociar sempre

A reação mais comum entre empreendedores em períodos difíceis é primeiramente esgotar as alternativas de endividamento a curto prazo, e isso passa pela antecipação de recebíveis até buscar um empréstimo.

Por vezes a atitude parece lógica, mas muitas vezes insuficiente.

Conforme for o problema de caixa, quanto mais cedo o empreendedor negociar com seus parceiros, melhor.

E esta negociação deve incluir desde seus prestadores de serviço, fornecedores e até mesmo o proprietário do prédio que você aluga.

A maioria dos empreendedores não quer deixar transparecer um problema de solidez, mas se a iniciativa for bem trabalhada, você e seus parceiros passarão pelo problema e com certeza, a relação de confiança sairá fortalecida.

É sempre importante se colocar no lugar dos seus parceiros.

A expectativa de um pagamento seu, sem uma comunicação prévia de que não vai receber é difícil.

Para o fornecedor é também importante fidelizar o cliente e ele fará o que for preciso para mantê-lo como um cliente ativo, claro que de acordo com o fôlego financeiro dele.

Essa atitude de negociação deixa a reputação da empresa mais fortalecida e mostra maturidade de gestão.

4 – Na necessidade de atraso, priorize o menor risco

Manter um fluxo de caixa seguro requer gestão
Manter um fluxo de caixa seguro requer gestão

Com diversas contas para pagar, se for necessário escolher qual delas será prioridade, nesse caso, escolha pagar aquela que tiver o maior risco de bloquear o funcionamento da sua operação.

Vale lembrar novamente que, quanto maior for a sua operação, mais colaboradores de outras áreas da empresa devem ser envolvidas, mais cabeças pensando nas possíveis consequências será importante.

Isso requer boa, sólida e positiva comunicação com a equipe envolvida nos pagamentos.

5 – Aumentar as vendas pode não ser o melhor

Se fluxo de caixa é uma matemática simples de entrada e saída de dinheiro, atacar o problema aumentando a entrada de capital resolveria o problema?

No curto prazo  a estratégia de gerar mais caixa está em aumentar o volume de vendas?

 Nem sempre. Em determinadas situações, vender menos é mais indicado.

A maioria das vendas demanda capital de giro, que você pode não ter, e se você entrar em contratos com risco de inadimplência e baixa rentabilidade, o seu funcionamento pode ser comprometido.

Veja o cenário: você aumenta a demanda de mão de obra, de matéria prima ou suprimentos a fim de cumprir com aquela demanda sem a segurança de que aquele pagamento vai ser feito no tempo que você precisa.


Assim,  reduzir seu portfólio de clientes diminui o risco.

Outra dica importante é diminuir o número de contratos, verificando quem são os clientes com margem baixa e risco alto de inadimplência antes de abrir mão deles.

Para compensar essa articulação de redução de carteira e de entradas vai ser preciso reestruturar os gastos da empresa.

Na prática, isso significa desde a troca de fornecedores, plano de saúde até o local de seu escritório para diminuir os gastos totais.


Essa reestruturação se divide em custos e não custos.

Por exemplo: mandar colaboradores embora tem custo. Sem caixa, é melhor não mexer nisso no curto prazo.

É possível rever contratos de fornecimento de insumos e de serviços, e solicitar melhores condições.

Em especial aqueles contratos mais antigos e criar espaço em caixa para promover medidas de redução de gastos que custem.

Como o mercado está mais instável nos últimos dois anos, os parceiros estão mais flexíveis para negociar.

Proximidade em tempos difíceis

Como já adiantamos, o gestor financeiro não pode estar sozinho.

Em grupo, ele terá uma visão mais ampla da situação e vai conseguir priorizar melhor, e reduzir o risco para o negócio.

Outro ponto, é quando a reestruturação de custos chega aos funcionários da empresa. Mas se isso for inevitável, ser transparente é primordial.

É muito importante situar todos para que entendam o período difícil, economizando ao máximo: do porteiro ao empreendedor.


Se possível, não mexa nos benefícios dos funcionários, isso prejudica a percepção do clima empresarial, reduz o engajamento dos colaboradores e amplia a insegurança.

Se for inevitável cortar pessoal, faça isso quando você ainda tem dinheiro em caixa.

Vale a dica:

É mais importante garantir um colaborador feliz do que tentar preservar todo mundo.

E sem poder oferecer um ambiente com benefícios e estrutura que as façam felizes.

Seja presente na empresa, converse com as pessoas, faça reuniões e comunicados frequentes.

Sozinhas, elas se sentem com receio do que pode acontecer.

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