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6 carreiras jurídicas para apostar em 2018

Luiz Fernando Gama de MedeirosArtigos, Direito Civil e Processo Civil, Direito Digital e Proteção Digital, Direto Trabalhista e Assessoria Trabalhista, Marca, Franquia e Proteção26 jan, 2018 17:53
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Segundo especialistas, o ano pode ser bem promissor para quem se destacar em algumas carreiras jurídicas. Confira quais as áreas que serão tendências neste ano!

carreiras jurídicas
Veja as carreiras jurídicas que estarão em alta em 2018, segundo especialistas.

Com a retomada econômica e o movimento de recuperação do mercado, algumas carreiras jurídicas serão promissoras, segundo especialistas. É o que afirma a advogada Camila Dable, sócia da Salomon Azzi, consultoria de recrutamento e seleção voltada ao mercado jurídico.

“A volta dos investimentos abrirá cada vez mais vagas no mercado jurídico. Principalmente do nível gerencial para cima”, explica ela.

Advogados especializados nos temas como a Reforma Trabalhista, que já está em vigência, e a Reforma da Previdência, que pode ser aprovada, deverão ser bastante solicitados em 2018.

As eleições, marcadas para outubro de 2018, também terão impacto sobre o mercado jurídico. Por isso, a figura do advogado eleitoral deve ganhar destaque.

O mercado de trabalho em 2018 ainda não está plenamente recuperado do ponto de vista econômico, além de estar abalado pelas incertezas políticas. Portanto, será valorizado o advogado com capacidade de se comunicar com seu cliente de forma objetiva, clara e segura.

“Além de dominar a área técnica, o profissional deverá entender de negócios e ter foco na resolução do problema, transmitindo confiança plena a quem o contratou”, afirma Camila.

Abaixo, listamos 6 carreiras jurídicas que o profissional de Direito deve apostar em 2018. A pesquisa foi realizada por especialistas das consultorias de recrutamento Salomon Azzi e Michael Page. Confira!

1 – Advogado eleitoral

O que faz: Prepara e acompanha candidatos durante a campanha. Assim, garante que todos os seus atos estejam em conformidade com a lei. Seu trabalho continua após as eleições, quando permanecem as defesas em processos eleitorais e também em eventuais pedidos de cassação após a posse.

Perfil: Graduação em Direito e pós graduação em Direito público e Direito eleitoral.

Por que está em alta em 2018: Os últimos acontecimentos no cenário político fizeram com que o Direito Eleitoral se tornasse uma prática com demanda recorrente. Ou seja, não é apenas procurada em época de eleições.

Recentes condenações e novas leis, como a Ficha Limpa, fazem com que partidos e candidatos busquem assessoria jurídica especializada antes das eleições para resolver pendências e se preparar para a disputa eleitoral.

2 – Sócio/gerente de contencioso cível

O que faz: Atua diretamente com processos jurídicos, resolvendo questões legais já em esfera judicial ou arbitral.

Perfil: É preciso ter capacidade de coordenar equipes e demonstrar autonomia para conduzir casos estratégicos. Saber lidar com grande volume de processos também é bom.

Por que está em alta em 2018: De acordo com a Michael Page, a razão para a valorização desse profissional é conjuntural. “Com a retração da economia, pode-se notar o aumento de conflitos e de cobranças, o que resulta no maior número de processos judiciais na esfera cível”.

3 – Advogado de relações institucionais

O que faz: Acompanha o dia a dia do Congresso Nacional e as principais proposições legislativas, que têm impacto relevante sobre a economia e as empresas. Também está sempre a par das principais políticas públicas do governo federal.

Perfil: Graduação em Direito. Pós graduação em Direito público e Direito eleitoral.

Por que está em alta em 2018: Questões regulatórias, legislativas e políticas sempre têm extrema importância para a agenda das empresas. Com tantas mudanças previstas para 2018, esse advogado será demandado como porta-voz dos interesses da empresa perante o setor público.

Segundo a consultora da Salomon Azzi, o profissional é fundamental para manter um canal permanente de interlocução com a esfera governamental e exercer influência de forma legítima na elaboração de políticas públicas.

4 – Advogado consultivo trabalhista (escritório de advocacia)

O que faz: Consultas de rotina sobre questões trabalhistas. Foco em assuntos que trarão impactos para a operação da empresa.

Perfil: Graduação em Direito, com pós graduação ou mestrado na área. Inglês fluente costuma ser exigido.

Por que está em alta em 2018: “Com a recente alteração da legislação trabalhista, as empresas tenderão a aumentar o volume de consultas”, diz Renato Sapiro, consultor da Salomon Azzi.

5 – Diretor de compliance  

O que faz: Trabalha para que a empresa aja de acordo com a lei e regulamentos internos e externos. Está sempre sempre atento aos riscos operacionais e mostra ao mercado que a empresa adota boas práticas.

Perfil: Formação em direito, economia ou administração. Pós-graduação na área de compliance.

Por que está em alta em 2018: Segundo a consultora Camila Badaró, da Salomon Azzi, as inúmeras operações deflagradas no Brasil impulsionaram a área de compliance no país. As empresas se viram obrigadas a adotar melhores práticas na condução de seus negócios, a fim de evitar futuras sanções e punições. Isso explica a valorização do gestor da área.

6 –  Especialista em Direito Digital

O que faz: Atua na proteção digital de empresas, de maneira preventiva. Orienta nas primeiras medidas de urgência, e também ajuda a penalizar qualquer invasão e ataques à existência digital ou do negócio.

Perfil: Formação em Direito e pós graduação na área. É necessário o estudo de novas tecnologias.

Por que está em alta em 2018: A atuação das empresas no meio digital faz com que se precise cada vez mais do suporte de especialistas na área. Principalmente por causa do risco de invasão a servidores e ataques hackers. Também há o uso indevido da marca, violação à imagem, clonagem de dados, alteração de servidores, entre outros problemas que podem surgir com mal uso da internet.  

Além disso, tecnologias como chatbots, I.A., blockchain, criptomoedas, dentre outras, vão demandar mais ainda o profissional do Direito Digital. Ele deve ser capaz de “pensar fora da caixa” e de dar soluções ágeis para manutenção da segurança jurídica das operações.

Quer descobrir como criar um modelo de advocacia com crescimento rápido e enxuto? Então confira o vídeo abaixo!

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