RECEBA NOSSAS NOVIDADES

Assine agora para receber conteúdo de qualidade

Gama de Medeiros > Artigos > Artigos > Direito Empresarial e Tributário > Fim da sociedade: 5 formas de sair do melhor jeito possível

Fim da sociedade: 5 formas de sair do melhor jeito possível

Luiz Fernando Gama de MedeirosArtigos, Direito Empresarial e Tributário16 ago, 2017 20:15
Compartilhe nas suas redes sociais!

Quando for inevitável romper uma sociedade, a melhor saída é acabar de forma amigável, sem que a empresa toda sofra. Entenda como isso é possível.

O rompimento de uma sociedade pode causar muitos problemas se não for bem conduzido
O rompimento de uma sociedade pode causar muitos problemas se não for bem conduzido

 

Os empreendedores quando decidem empreender, geralmente escolhem como sócio alguém que esteja próximo ou que tenha alguma afinidade, seja emocional ou financeira.

Até aí tudo bem, mas quando surge o primeiro conflito de ideias sobre as perspectivas futuras da empresa, aquele sócio já não parece mais ser o ideal e as divergências se traduzem em constantes brigas e chega o momento onde é melhor você pedir ao colega que se retire.

Então, neste delicado momento, o melhor é ler nosso post com as 5 dicas sobre como deixar seu sócio sem muitos atritos e não comprometer os colaboradores da sua empresa.

O que fazer primeiro quando terminar uma sociedade?

É chegada a hora de comunicar isso para ele. O que fazer então? Sentar e abrir o jogo direto para o seu sócio?

Ou procurar talvez um advogado para fazer isso?

Quais são as ações mais indicadas para conduzir essa saída de forma que não afete sua empresa?

Fazer o processo de desligamento de forma ética, transparente e o mais racional possível é um grande desafio, por isso compartilharemos com você o passo a passo desse processo.

1. Falta de alinhamento

 

Na maioria das situações de desligamento de sócio, a causa principal está na falta de alinhamento.Esperar por iniciativas do outro e não obter retorno, mas lembre-se que esta pode ser uma “via de mão dupla”. Apegar-se em pequenas situações como o número de horas trabalhadas por cada um.

A questão da sucessão também pode atrapalhar se não for bem planejada e as pressões familiares começarem a acontecer. Seja para incluir o filho que acabou de se formar e quer ser contratado. Enfim, as situações podem ser as mais diversas quando não existir um alinhamento na sociedade vai chegar o momento da saída.E para esse problema propomos duas soluções:

  • Vender sua parte aos outros sócios ou a terceiros;
  • Mover ação judicial de dissolução parcial da sociedade.

Exponha os fatos com argumentos

Quando vender a sua parte for o melhor e o possível, essa negociação deve ser feita de forma mais amigável possível. Tente resolver de forma racional e dentro do escritório.

Do contrário, se escolher brigar, as consequências de uma desavença judicial seguirá nos mesmo moldes de um divórcio ou ação trabalhista. Então, chegue para seu sócio e exponha os fatos e dados reforçados por seus argumentos. Essa é a melhor forma de conduzir essa situação.

Uma dica é usar este argumento segundo a Endeavor:

Você não está entregando, sua área tem dado menos resultados nos últimos cinco anos, você extrapola o orçamento todo ano, tem contratado errado, a taxa de turnover é mais alta que a média na sua área…


Em situações em que a sociedade enfrenta um rompimento com alto grau de  emocionalidade, é preciso mostrar aos dois lados o que a irracionalidade causaria numa ação judicial:

  • Derretimento do ativo;
  • Prejuízo no clima interno dos colaboradores.

Em grande parte das situações em que esta é a solução, o ambiente corporativo fica ruim, há tentativas de prejudicar um ao outro, ficam sem se falar.

2. Falta de dinheiro para comprar a parte do sócio

O importante neste item é ter em mente o que fazer depois que o sócio se for. E existem diversas formas de fazer o pagamento, que não apenas com dinheiro. Pois se a ideia for abrir um novo negócio, no caso, será preciso receber o pagamento pela sua parte.

Tenha cautela nessa hora. Se não houver caixa suficiente ou será preciso se endividar e  comprometer o crescimento da sua empresa, deixe para outro momento. Não quebre sua empresa só para pagar seu sócio.

3. Se optar pela ação judicial, o que acontece?

Sair da sociedade de forma amigável é muito mais produtivo
Sair da sociedade de forma amigável é muito mais produtivo

 

Sem um consenso entre as duas partes quem vai aprovar ou não o valor pago ou a forma de pagamento será o juíz, e isso vai tornar tudo mais lento e difícil numa ação judicial.

A justiça possui inúmeras discussões judiciais voltadas a avaliar a participação de quem sai.

E quase sempre o valor é definido no contrato social da empresa e está relacionado ao patrimônio líquido.

O que pode acontecer é o juiz fazer a leitura de que mesmo definido inicialmente, poderia haver uma alteração quanto ao valor da empresa.

Portanto uma ação judicial é muito ruim para os empreendedores e para a saúde do negócio.

Quem sair vai receber muitos anos depois.

E quem ficar vai ter que enfrentar a ação judicial que afetará a contratação de executivos, o plano de crescimento e até o novos investimentos.

E mais, vai prejudicar o clima da empresa, a estabilidade emocional dos empreendedores e o plano estratégico do negócio, pois tudo vai “ficar nas mãos” da solução desse problema.

4. Como trabalhar com o time nesse período?

Manter a neutralidade nas reuniões coletivas e na interação com os colaboradores é o melhor que se tem a fazer durante a negociação da separação.

Nos casos em que houver uma relação cordial entre os sócios é possível manter as salas fechadas até o momento da resolução definitiva e a comunicação ao time. E ainda entrar em acordo de um deles sair apenas quando encontrarem juntos um investidor.

5. Buscar primeiro meu sócio ou advogado?

De acordo com a Endeavor, a melhor solução neste momento é encontrar alguém neutro para orientar quanto a melhor forma de saída do seu sócio.

Uma conversa muito no início e com os argumentos errados envoltos em situações emocionais, poderá gerar uma briga e não será possível voltar atrás. Sendo a justiça o única opção.

Como diz o provérbio:

“Amigos, amigos, negócios à parte”. Pense e repense antes de chamar um amigo para colocar aquela ideia em prática e formar uma sociedade.

Compartilhe nosso post e também confira nosso Dicionário Empresarial Avançado e tire dúvidas relacionadas aos termos do mundo dos negócios.

Você deseja aprender sobre Direito Digital mais rápido e com mais poder de conhecimento? Baixe agora o nosso e-book gratuito!

 

 

Compartilhe nas suas redes sociais!

Deixe o seu comentário!

comentários

Leave a reply



Av. Carlos Gomes, 1155 • Cjto 602
Bela Vista • Porto Alegre • RS
CEP: 90480-004

(51) 3330-3938

sac@gamademedeiros.com.br

Gama de Medeiros. Todos os direitos reservados © 2017