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O que é Inteligência Artificial?

Luiz Fernando Gama de MedeirosArtigos, Direito Digital e Proteção Digital07 ago, 2017 20:24
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A inteligência artificial existe há muito tempo, com o avanço da computação ela ganhou força, podendo fazer análise e síntese da voz humana. Conheça!

A Inteligência Artificial já existe e está facilitando a vida dos seres humanos
A Inteligência Artificial já existe e está facilitando a vida dos seres humanos

Simular a vida humana sempre foi um sonho antigo da ciência que hoje encontra respaldo na inteligência artificial, ou simplesmente AI (artificial intelligence). Com o enorme avanço da tecnologia, a AI vem sendo utilizada largamente e em praticamente todos os setores e serviços da sociedade.Trazendo com suas ferramentas, mais rapidez e eficiência no desenvolvimento de trabalhos simples e complexos realizados pelo ser humano. Vamos conhecer sua origem?

Definição de Inteligência Artificial

Segundo a enciclopédia virtual wikipedia, IA “é a inteligência similar à humana exibida por mecanismos ou software”. E esse conceito vai além e propõe separar o termo em duas partes distintas: “qual a natureza do artificial” e “o que é inteligência“. A primeira questão  parece fácil, pois propõe uma construção humana.

A segunda por sua vez, é mais difícil, pois abrange a consciência, identidade e mente juntamente com a questão de que componentes estão envolvidos no único tipo de inteligência universalmente aceita, ou seja, a humana.

A popular definição de inteligência artificial, trazida pelo cientista da computação, John McCarthy na famosa conferência de Dartmouth em 1956, considerando ignorar a possibilidade de existir a IA como a que vivenciamos hoje.

fazer a máquina comportar-se de tal forma que seja chamada inteligente caso fosse este o comportamento de um ser humano.

Simulação humana

Hoje a Inteligência Artificial é um ramo de pesquisa da ciência da computação que através de símbolos, construir mecanismos e/ou dispositivos com capacidade de simular o pensamento humano, ou seja, de simular a inteligência.

Mas antes disso, ela é muito antiga. A inteligência artificial, ainda que mais palpável hoje, veio filósofos gregos e teve um grande avanço também no século XX.

Segundo João Fernando Marar, professor doutor de Inteligência Artificial na Universidade Estadual Paulista (Unesp) para o site TecnoBlog, a ciência da computação é uma área de estudo recente, mas não a inteligência artificial.

“Ela vem lá dos filósofos gregos, do Platão, do Aristóteles. É muito interessante observar esses estudiosos do passado. Eles vão remontando e construindo o que nós entendemos hoje como um modelo científico”, observa. “Aí você pensa ‘pô, mas um cara lá em 300 a.C. já pensava à frente do nosso tempo?’. Sem dúvida”, afirma.

O auge da Inteligência Artificial

Inteligencia Artificial é tema polêmico entre estudiosos
Inteligência Artificial é tema polêmico entre estudiosos

 

A corrente ideológica behaviorista, na década de 50, tratava a ciência apenas como um forma de comportamento humano, como por exemplo: ao segurar uma maçaneta sua mão gira porque você quer abrir a porta. Porém, essa sentença não é suficiente, é preciso processar a informação, que é o que a ciência cognitiva faz.

“Não é só uma caixa de entrada, um input e um output. Eu quero saber o que tem aqui dentro (da caixa). É o que a inteligência artificial estuda, saber o que tem dentro dessa grande caixa. A inteligência artificial se ramifica em muitas áreas, de games à filosofia. No fundo, podemos imaginar essa ciência como uma grande capilaridade, que pode ser aplicada basicamente em tudo”, explica o professor.

A noção de inteligência artificial atual foi detalhada em um congresso pelo professor John McCarthy, onde estavam presentes engenheiros, matemáticos, psicólogos e neurocientistas.

Na época, já haviam muitas teorias de complexidade, simulação de linguagem, redes neurais e máquinas de aprendizagem. Mas McCarthy decidiu nomear de inteligência artificial os sistemas de imaginação humana que usam a ciência da computação. Neste período, a capacidade e a funcionalidade eletrônica eram incríveis e a cada 18 meses, o crescimento era exponencial. Os presentes ao evento saíram com a sensação de que certamente, um dia, os computadores chegariam a ter a inteligência humana.

McCarthy seguiu seus estudos e conquistou grandes avanço. Em 1971 ganhou o prêmio Turing, conhecido como o Nobel da ciência da computação. Dado a cientistas da computação que dedicaram grandes e constantes contribuições para a área.

O Teste de Turing

Como mostrado no filme Jogo da Imitação a inteligencia artificial dava seu passo decisivo
Como mostrado no filme Jogo da Imitação a inteligência artificial dava seu passo decisivo

 

O nome é originário do matemático Alan Turing, retratado no filme Jogo da Imitação. Turing trabalhava com complexidade. Ele foi o responsável por acelerar o processo de quebra do código da máquina Enigma, que buscava entender a forma como os alemães se comunicavam durante a Segunda Guerra Mundial.

Outro trabalho importante foi o chamado teste de Turing. A avaliação consiste em ficar de frente à um teletipo e não saber o que conversa com você. Se é um homem ou uma máquina. Ao final da conversa se você não conseguir saber identificar se é homem ou é máquina, o robô passa no teste de Turing.

De acordo com o professor Marar, O teste de Turing é usado até hoje. E pode ter servido de modelo e inspiração, por exemplo, para a Microsoft fazer o Bot Framework. “Tudo recai no núcleo central, o teste de Turing. Como ele faz para alcançar isso, ele poderia usar tecnologias baseadas em sistemas psicológicos, ou redes neurais artificiais. As redes neurais artificiais são máquinas de reconhecimento, que verificam se aquilo passa pelo que a máquina aprendeu”, diz.

Ainda vai levar um tempo

A evolução na principal área dessa pesquisa, que é a de fazer uma inteligência similar à do ser humano, é lento. Embora os estudos têm gerado  efeito em muitas outras áreas, como o planejamento automatizado e escalonamento, jogos, programas de diagnóstico médico, controle autônomo, robótica e muitas outras.

Algumas ferramentas de IA

Conforme o site O Futuro das Coisas, é possível tirar proveito da Inteligência Artificial na prática e em muitas áreas. Vamos à lista:

Para uso pessoal

Siri: Assistente pessoal inteligente da Apple para iOS, watchOS, e tvOS.

Cortana: Assistente pessoal inteligente da Microsoft, projetado para o Windows Mobile, mas também disponível para Android e com uma versão para iOS da Apple. Também funciona em desktops e Xbox One.

Google Now: Assistente pessoal inteligente criado pelo Google, disponível para Android e iOS, bem como no navegador Google Chrome.

Watson: Supercomputador da IBM que utiliza processamento de linguagem natural e aprendizagem de máquina para análise e insights de grandes quantidades de dados.

Echo: Assistente pessoal da Amazon em formato cilíndrico com alto-falantes poderosos. Os usuários podem pedir ao Echo para buscar informações na Web, tocar música e comprar produtos diretamente da Amazon.com.

Para negócios

Konduto: Desenvolvida por uma empresa de São Paulo, a solução antifraude de pagamentos estuda a forma como os clientes navegam na internet e qual a intenção ao comprar.

Gluru: Organiza documentos on-line, calendários, e-mails e lhe dá informações e novos insights.

x.ai: Uma espécie de “agendador” pessoal que coordena sua agenda, reuniões e horários.

CrystalKnows: Ajuda você a saber a melhor forma de se comunicar com colegas de trabalho e clientes.

RecordedFuture: Alavanca o processamento da linguagem natural em larga escala e em tempo real para coletar e compreender mais de 700.000 fontes disponíveis na Web.

Tamr: Utilizando a IA e aprendizagem de máquina, ajuda empresas ao fazer uma curadoria e análise de grandes quantidades de dados.

Ross Intelligence: Possibilita mais rapidez e argumentos mais perspicazes para os advogados.

LegalRobot: Automatiza a revisão de documentos legais de modo que possam ser compreensíveis e úteis para pessoas e empresas.

Para o Marketing e interações com clientes

DigitalGenius: Impulsiona conversas com clientes de maneira escalável.

Conversica: Ajuda a encontrar leads (potenciais clientes), por exemplo por meio de conversas de e-mails automatizadas.

WarRoom: software desenvolvido pela startup brasileira Stilingue usa a IA para analisar o comportamento online de brasileiros e influenciadores digitais.

Para as artes e escrita

What-If Machine: Desenvolvido pela Universidade de Londres, cria ideias fictícias, desde histórias a anúncios publicitários. Essa ferramenta ajudou na criação dos personagens e temas centrais do musical Beyond The Fence.

Vault: Empresa israelense que desenvolveu algoritmos que podem prever se um filme será sucesso ou não de público com até 70% de precisão, apenas “lendo” o script. Essa ferramenta é útil para produtores audio-visuais e cineastas.

Wordsmith: Ferramenta de geração de conteúdo criada pela Automated Insights. Age como uma espécie de cientista de dados pessoais, criando relatórios personalizados para empresas e sites de notícias.

Narrative Science: Permite criar narrativas e personalizar o tom das histórias. Também cria relatórios para empresas.

Para desenvolvedores

Vicarious: Eles estão construindo a próxima geração de algoritmos de IA e atualmente estão focados em problemas de percepção visual, como reconhecimento, segmentação e análise de cena.

Soar: Uma arquitetura cognitiva geral para desenvolvimento de sistemas com comportamento inteligente.

Prediction.io: É um serviço fácil de usar com modelos abertos para uma ampla variedade de trabalhos avançados em IA.

Jade: Framework Java para simplificar o desenvolvimento de sistemas multiagentes.

Protégé: Um editor gratuito, open-source com estrutura para a construção de sistemas inteligentes e soluções em áreas tão diversas como a biomedicina, e-commerce, e modelagem organizacional.

h2o.ai: constrói aplicações mais inteligentes de aprendizado de máquina e IA, que sejam mais rápidas e escaláveis.

Seldon: Plataforma aberta de aprendizagem de máquina, que agrega inteligência às empresas.

SigOpt: Executa experimentos e cria melhores produtos com menos tentativa e erro.

Scaled Inference: Uma nova geração de software inteligente construída por pessoas e comunidades e alimentada por uma plataforma aberta.

OpenCV: Visão computacional de código aberto e uma biblioteca de funções de programação e de software de aprendizado de máquina.

OpenCog: Um projeto aberto de software, cujo objetivo é criar um framework open-source para a Inteligência Artificial Geral (AGI).

Para a saúde

AIME: Uma parceria entre uma startup malaia e uma ONG carioca usa a tecnologia criada pela Artificial Intelligence in Medical Epidemiology (AIME), para prever surtos de dengue em determinadas regiões no Brasil, facilitando a prevenção e o combate.

Enlitic: Aprendizagem profunda para saúde e medicina baseada em dados com o objetivo de dar resultados de diagnóstico radicalmente melhores.

Metamind.io: Reconhecimento automático e categorização precisa de imagens. Inclui diversos cases de medicina.

Zebra Medical Vision: Aperfeiçoa o atendimento ao paciente ao fechar as lacunas entre pesquisa clínica em larga escala e implementação de insights clínicos.

Deep Genomics: Aprendizado de máquina e IA para a medicina de precisão, testes genéticos, diagnósticos e terapias.

Atomwise: Utiliza a IA e análises para previsões médicas e descoberta de novos medicamentos.

Flatiron.com: IA e aprendizagem de máquina para insights sobre tratamentos de saúde.

Para a robótica

Mttr.net: Constrói veículos voadores movidos por software inteligente.

Skycatch: Software para sistemas aéreos totalmente autônomos.

Para o espaço

SpaceKnow: Usa a IA para acompanhar do espaço as tendências econômicas globais.

OrbitalInsight: Possibilita entender as tendências e questões globais, através de processamento avançado de dados e imagens em escala petabyte.

Impacto para a sociedade

Ao mesmo tempo em que nos fascina termos máquinas com emoção, há o lado “sombrio” e desumano da Inteligência Artificial. Os grandes Stephen Hawking, Elon Musk e Bill Gates já alertaram sobre os riscos da IA em robôs. Com a substituição da força de trabalho humana e até mesmo uma revolta contra a população. Em uma carta aberta, o Instituto Future of Life, explicou qual a importância das máquinas inteligentes para a sociedade. O mesmo texto foi assinado por 700 cientistas, incluindo Hawking e Musk, que ao trazer a possibilidade de erradicar doenças e a pobreza, os autores afirmam:

“Há um amplo consenso de que a pesquisa em inteligência artificial deve continuar progredindo, e que seu impacto na sociedade provavelmente aumente”.

De outro lado, assim como as vantagens, o instituto fez um alerta, para agir com ética no desenvolvimento desses robôs: “Levando em conta o grande potencial da inteligência artificial, é importante estudar como aproveitar de seus benefícios para a sociedade e evitar suas armadilhas”.

Stephen Hawking  assinou a carta, mas não tem boa visão da situação: “O desenvolvimento completo da inteligência artificial pode indicar o fim da raça humana”. Elon Musk, por sua vez, disse: “Através da inteligência artificial, estamos invocando o diabo”.

Enquanto alguns trazem pessimismo, outros acreditam que basta apertar o botão da força das máquinas caso algo não dê certo. E ainda: espere alguns minutos até que a sua energia acabe.

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