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Saiba tudo sobre Bitcoin a moeda digital

Luiz Fernando Gama de MedeirosArtigos, Direito Digital e Proteção Digital17 maio, 2017 22:30
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A primeira moeda digital, descentralizada, anônima e instantânea do mundo, o Bitcoin (BTC) é a transformação da forma como pensamos o dinheiro.

Tire todas as suas dúvidas sobre a criptomoeda neste artigo.

Bitcoin-a-moeda-digital-que-está-revolucionando-a-forma-de-gerenciar-as-finanças
Bitcoin-a-Moeda-Digital-que-está-revolucionando-a-forma-de-gerenciar-as-finanças

 

Muitos dizem que ela pode libertar o dinheiro e empoderar as pessoas no que se refere ao gerenciamento de suas finanças.

Mas na verdade, a Bitcoin (BTC), a moeda digital,  segundo o programador inglês, Amir Taaki, que melhorou partes do código e ainda fundou dois câmbios e uma consultoria sobre o tema, 

o Bitcoin,  “é um sistema econômico alternativo que usa moedas digitais e que se auto-regula com base em um sistema de mineração informatizado, criptografia de chave pública e um arquivo que registra todas as transações feitas.

É uma solução para o futuro do dinheiro digital”, explica.

Ficou fácil entender o que é um Bitcoin? Continue lendo o artigo para entender melhor.

Conceito de Bitcoin

O conceito ainda não ficou claro pra você? Então vamos “dissecar” ele neste item.

Quando pagamos alguém com dinheiro, por exemplo, uma nota de 20 reais, 

simplesmente tiramos o dinheiro do bolso e entregamos ao vendedor.

Está feita uma transação rápida, fácil e barata.

E barata porque exigiu apenas a entrega da nota ao vendedor, sem perda de tempo, sem intermediários e sem o pagamento de qualquer taxa pela compra.  

No comércio eletrônico, ou e-commerce essa forma de transação mudou.

E transformou o relacionamento entre compradores e vendedores.

Vamos a uma situação: o pagamento de um boleto após efetuar uma compra.

Ele leva tempo, pois exige que o comprador se dirija ao banco para pagá-lo e o vendedor levará alguns dias para receber o pagamento.

E isso sem falar que esta transação envolve o custo do boleto. E ambos precisam ter uma conta bancária.

Agora vamos a Bitcoin.

Sendo uma tecnologia digital, ela permite reproduzir os pagamentos eletrônicos com a mesma eficiência da compra com dinheiro em espécie, como mostrado acima.

Com as bitcoins, as vantagens nos pagamentos são a rapidez, o baixo custo e o fim de intermediários.

Além de poder ser feito a qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta, sem limite mínimo ou máximo de valor.

Como toda essa facilidade surgiu?

Cédulas virtuais

Criado em 2009, por um anônimo, a Bitcoin é na verdade uma materialização da discussão sobre a necessidade de criação de  “cédulas virtuais”, surgida com o e-commerce.

Hoje  a tecnologia é ainda recente, mas vem conquistando muitos adeptos.

Já se faz doações em bitcoins para instituições globais como Greenpeace ou Wikipédia, como também é possível comprar passagens aéreas na Expedia, tudo com bitcoins.

Vantagens da moeda digital

Mesmo estando em seus primeiros passos, a moeda digital vem sendo usada de forma crescente e as vantagens em relação ao sistema bancário tradicional começam a aparecer.

  • As transferências de pessoa para pessoa não tem o intermédio de bancos e nenhuma regulação central;
  • As taxas são menores;
  • Existe facilidade na abertura de contas com poucos pré-requisitos para começar.
  • E ainda, em tempos de crise financeira nos países e a ameaça de confisco de economias bancárias por parte dos governos, a moeda digital traz a vantagem de ser descentralizada, e fica portanto, livre desse sistema.

Com essas vantagens, mercados já vem usando a criptomoeda.

Empresas digitais já atuam com a Bitcoin

Muitas empresas startups já fazem negociações usando os bitcoins, e entre os produtos vendidos legalmente estão casas, computadores, guitarras, pizzas e também há câmbios especializados em troca por prata ou ouro.

Algumas empresas de tecnologia estão equipadas para receber a criptomoeda como o WordPress, Mega e Reddit.

Com a crescente busca pela Bitcoin, grande parte das companhias digitais estão aceitando a moeda, e uma pequena parcela das empresas físicas despertou para este mercado.

Há também uma progressiva aceitação, tanto que grandes cidades já vem se adaptando a esta nova economia.

Em Berlim, na Alemanha, é possível acessar cafés, bares, restaurantes e lojas de discos que aceitam a moeda digital.

Popularização e a ameaça de ataques digitais

Em 2013, houve uma impressionante alta no valor das moedas, que segundo especialistas estiveram atribuídas a experiência do Chipre e a crise econômica da Espanha.

A moeda chegou a valer 1  BTC (um bitcoin), durante o mês de abril, cerca de US$ 266.

Quem já tinha a moeda acabou ficando rico com a atualização dos valores.

Logo após, com os ataques a um site de câmbio houve uma redução quase que pela metade no seu valor, chegando a  US$ 120 cada moeda digital.

Como são limitadas, sempre haverá uma possível alta no seu valor, o que resultará numa maior demanda.

Entre os fatores para sua procura podem estar:

  • maior exposição na imprensa;
  • incerteza econômica em países europeus;
  • ou simplesmente o faro para uma valorização.

Por ser tão somente digital, a Bitcoin é passível de ameaças e ataques.

Na sequência do primeiro ataque em 2013, e consequente queda no valor da Bitcoin, o maior câmbio da moeda (Mt. Gox) sofreu uma série de ataques DDoS (ataque de negação de serviço).

O objetivo era desestabilizar o seu serviço e derrubar o valor das bitcoins.

Com isso, elas puderam ser readquiridas a valores muito inferiores.Mas com o tempo, a criptomoeda passou a crescer novamente.

Fica claro porém que neste universo, um ataque  DDoS pode balançar a economia.

Depois de todas essas informações, a curiosidade em saber como é possível ter uma moeda digital bateu.

Como funciona

Nada mais didático para reforçar uma explicação do que uma imagem.

E o site Gizmodo Brasil criou um infográfico, uma espécie de guia que explica com detalhes o funcionamento da Bitcoin:

Bitcoin a moeda digital
Bitcoin a moeda digital

 

Apreensão

Como nem tudo são flores, a criação de uma economia paralela, sem regulação e gerida por pessoa para pessoa, parece assustadora.

O potencial revolucionário da moeda digital é para muitos apenas uma bolha ou um esquema para que os usuários antigos ganhem sobre os novos.

E há ainda aqueles que consideram a tecnologia, a ideia mais perigosa da internet.  

A ideia é disruptiva com certeza, e transforma completamente a maneira como vemos o dinheiro e as formas por onde ele circula.

Os defensores apostam que a tecnologia vai gerar um impacto tanto social quanto econômico como foi o da criação da internet.

Você quer entrar para este mercado? Então siga lendo o artigo

Como garimpar bitcoins?

As-supermáquinas-de-mineração-da-moeda-digital-Bitcoin
As-supermáquinas-de-mineração-da-Moeda-Digital-Bitcoin

 

Segundo a Gizmodo Brasil, as bitcoins precisam ser “garimpadas” na rede por meio de usuários.

Como?

Com uma aplicação gratuita que libera bitcoins em troca de um esforço computacional na resolução de problemas matemáticos complexos, que ajudam a verificar e divulgar todas as transações.

Um banco de dados na internet se expande em blocos a cada dez minutos mais ou menos e contêm todas as transações realizadas.

Com a privacidade dos usuários mantidas, as trocas ficam abertas e passam por uma verificação.

E como medida de segurança, essa verificação impede que uma bitcoin seja gasta duas vezes.

Com cada bloco sendo gerado com base no anterior, é impossível corromper o sistema e inserir moedas ou transações falsas.

Então é possível ter quantas Bitcoins quiser? Vamos adiante.

Liberação Limitada

A escala de liberação de bitcoins já está pré-definida, serão apenas 21 milhões de bitcoins até 2040.

Os fundos garimpados são disponibilizados e ajustados de forma controlada.

Os responsáveis por adicionar conjuntos de transações na rede, conhecidos por mineradores são recompensados em bitcoins.

Qualquer um pode ser um minerador?

Sim, mas com a movimentação frequente da moeda, os problemas ficaram mais complexos.

E exigem apenas equipamentos especializados e de alta capacidade para conseguir resolvê-los.

Hoje, somente supermáquinas são usadas para fazer isso.

O equipamento para mineração evoluiu de uma forma que é preciso conseguir pagar caro por sistemas computacionais.

Eles são adaptados para a competição por novas bitcoins, por isso é difícil que um novato entre na mineração.

E o valor da Bitcoin se faz nesse jogo.Com demanda limitada o esforço para obtê-la só aumenta.

Mas quem não possui todo esse conhecimento, e quer iniciar uma operação de mineração é possível vender bens ou serviços e cobrar na moeda ou comprá-las.

Há sites como o LocalBitcoins que vende, ou você pode ainda trocar euros ou dólares em câmbios especializados.

Empresários já recebem bitcoins por meio de caixas eletrônicos, lojas físicas e também já existe uma versão física do dinheiro eletrônico.

Depois que comprei, como faço?

Após comprar a criptomoeda, elas são arquivadas numa carteira digital no seu computador na forma de códigos de 64 caracteres cada uma.

Também, de forma mais simples o BitInstant, um processador de pagamentos, permite que você deposite o dinheiro e com a cobrança de uma pequena taxa, recebe o valor em Bitcoin na sua carteira digital.

Como as transações em bitcoins são irreversíveis é preciso ter cautela na escolha das empresas e pessoas com quem são feitas as transações em BTC.

Na transferência, basta declarar a quantia através do programa escolhido, assinar digitalmente com a chave privada e digitar também o código daquele que recebe.

A transação é então verificada pelos mineradores que atuam como intermediários neste caso.

Se aceitarem o procedimento, gravam os registros e distribuem por toda a rede.

Aí sim, o dinheiro já está em posse da outra pessoa, como saldo disponível em sua carteira digital.

Parece menos complicado agora. Mas como e porque ela foi criada?

O começo

O-anônimo-Nakamoto-pode-ser-o-criador-do-protocolo-que-originou-a-moeda-digital-Bitcoin

O-anônimo-Nakamoto-pode-ser-o-criador-do-protocolo-que-originou-a-Moeda-Digital-Bitcoin

Como tudo tem um começo, o Bitcoin surgiu numa discussão.

Que focava na criação de uma moeda descentralizada  entre membros de uma lista de emails voltados a criptografia.

A concretização veio de um programador chamado Satoshi Nakamoto que em 2009, criou o código que sustenta o sistema.

O hacker Nakamoto é uma incógnita, pois nunca foi visto.

Ao divulgar a pesquisa que originou o protocolo Bitcoin, ele usou serviços de email de difícil monitoramento para manter-se privado.

A partir de 2008, Satoshi enviou diversas mensagens  invocando voluntários a ajudar a desenvolver aquilo que seria uma moeda digital “imune a banqueiros e políticos”.

O projeto

O projeto surgiu de uma motivação em que Nakamoto explica por meio de vários posts publicados pela P2P Foundation, em 2009.  Vale a pena ler todos os posts.

“A raiz do problema com a moeda tradicional é que ela precisa de muita confiança em outros para funcionar.

Precisamos de confiança em um banco central para que ele não desvalorize a moeda, mas a história das ‘moedas fiat’ (respaldadas por governos e não pela paridade com o ouro) mostra inúmeras violações de confiança.

Os bancos devem ser confiáveis para manter o nosso dinheiro e transferi-lo eletronicamente, mas o emprestam em bolhas de crédito com apenas uma fração de reserva.

Temos que confiar neles com a nossa privacidade, confiar neles para não deixar os ladrões de identidade drenarem as nossas contas.

Com moedas com base na criptografia, sem a necessidade de confiar em um intermediário ou em terceiros, o dinheiro se torna seguro e as transações sem esforço”.

Em 3 de janeiro de 2009, o código foi acionado e o próprio Nakamoto garimpou o primeiro bloco de 50 moedas, conhecido na comunidade como o “genesis block”.

Com a liberação dos dados da primeira ação do sistema, o programador enviou duas mensagens.

A primeira fazia referência a uma notícia publicada num jornal inglês com o seguinte título:

“Mais um político se desdobra para salvar bancos falidos”.

E a segunda, “Sim, [não resolveremos problemas políticos apenas com a criptografia], mas podemos ganhar uma grande batalha e expandir um novo terreno para a liberdade por vários anos.

Governos são bons em cortar as cabeças de redes centralmente controladas como o Napster, mas redes puramente P2P como Gnutella ou Tor parecem estar se mantendo bem”.

Intenção política

Ficava clara a intenção política do hacker.

Nos primeiros dias da Bitcoin, Nakamoto se engajou em discussões com desenvolvedores.

Ele fez alterações na programação e se mostrava ativo em fóruns online dedicados a moeda.

Em 2011, quando o conceito de uma moeda descentralizada se disseminava e começava a criar as bases de uma contraeconomia na internet, Nakamoto saiu de cena.

Segundo informações, ele teria enviado um email para um hacker amigo e dito que passaria a trabalhar em outros projetos.

Depois disso, nunca mais houve sinal de Satoshi.

Nova economia

A comunidade de usuários da criptomoeda, aperfeiçoou  o protocolo e incluiu melhorias e assim estava criada uma nova economia.

O conceito de descentralização e o anonimato baseado na criptografia foi logo absorvido por movimentos hackers, anarquistas e libertários.

Com o passar do tempo,  nascia uma economia por trás dos softwares.

A navegação anônima, como Tor e da chamada deep web, o lado obscuro da internet encontrou o que procurava.

O anonimato da moeda também financiou ideias que não agradam a elite financeira e política.

E as tentativas de bloqueio e regulação começaram.

Por pressão do governo dos EUA, em junho de 2011, o Wikileaks foi bloqueado de receber doações por vias como PayPal ou MasterCard.

Com isso, o  Wikileaks utilizou Bitcoin para receber doações.

O que ampliou ainda mais o conceito.

A atração pelo projeto Bitcoin se dá por conta do seu potencial anarquista-libertário.

De livrar as finanças pessoais dos bancos e da influência de governos e criar um mercado inteiramente desregulado e incontrolável.

Do ponto de vista técnico, um ideal nascido na subcultura hacker e da criptografia .

Interesses de capitalistas

Com a propagação da moeda digital, os ideais dos apoiadores se chocam com os interesses dos grandes capitalistas.

Que agora investem também no Bitcoin, como alguns importantes fundos de investimento dos Estados Unidos.

Um exemplo são os irmãos empresários Tyler e Cameron Winklevoss, conhecidos por terem sido passados para trás por Mark Zuckerberg no início do Facebook.  

Estima-se que eles sejam donos de pelo menos 1% das bitcoins em circulação.

No entanto, o alcance da criptomoeda ainda é minúsculo.

Seu US$ 1 bilhão representa uma parte ínfima perante, por exemplo, a economia de US$ 16 trilhões dos Estados Unidos.

Ou até mesmo dos mais de US$ 2 trilhões representados pela economia brasileira.

O lado negro da economia do anonimato

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O-crime-organizado-utiliza-o-anonimato-da-Moeda Digital Bitcoin-para-transações-irregulares

 

A mesma falta de uma autoridade central e a desregulação também atrai criminosos.

E o financiamento de negócios ilegais com Bitcoin, faz criar uma economia do anonimato.

A moeda digital vem financiando atividades como a contratação de assassinos de aluguel, contrabando, compra de armamentos e drogas.

Uma verdade no argumento dos simpatizantes reforça a tese de que tudo que se faz com Bitcoin pode ser feito com dinheiro.

E o anonimato do sistema vem sendo analisado por estudos acadêmicos que já encontraram falhas na identificação das partes da negociação.

Mesmo que o protocolo do sistema permita a geração de chaves-públicas necessárias. É difícil identificar alguém que usa a moeda e se protege adequadamente usando softwares anônimos.

Mas não totalmente impossível, já que as transações realizadas são públicas.

Maior destino ainda é o mercado de drogas ilegais

Em termos de bolha e altos investimentos de executivos no dinheiro digital, o mercado de drogas ilícitas pode ser o maior destino das moedas.

De acordo com um estudo publicado em 2012, pelo menos 20% das moedas trocadas no maior cambio de criptomoedas (Mt. Gox) são destinadas ao Silk Road.

Considerado o eBay do comércio de drogas.

Ele aceita apenas bitcoins em troca de seus produtos.

E o fator que contribui para isso é o anonimato.

E nada de se assustar ou polemizar a relação entre o Bitcoin e o mercado de drogas.

Afinal, se analisarmos as proporções do comércio de drogas ilegais online como o Silk Road, que apesar de crescente e avaliado em cerca de US$ 15 milhões, não chega nem próximo aos mais de US$ 400 bilhões anuais estimados do tráfico de drogas global.

Os fins escusos dessa ou qualquer outra moeda são difíceis de evitar.

O que pode ocorrer é que com a própria busca da Bitcoin por reconhecimento, isso desperte uma ameaça as startups utilizadas para o crime.

Lavagem de dinheiro na mira do governo dos EUA

Outra forma de contravenção que vem sendo facilitada pelo protocolo do anonimato é o da lavagem de dinheiro.

Em 2013, órgãos dos EUA que atuam no combate a esse tipo de crime vem aplicando aos câmbios de criptomoeda, uma série de requerimentos de identificação para transações acima de US$ 10 mil.

E passou ainda a investigar as companhias que fazem essas transações.

Nestes casos vale lembrar que as regulações são para os câmbios e não para o sistema Bitcoin.   

O certo é que depois que o dinheiro passou para Bitcoins diversos softwares fazem a moeda ficar anônima e não há como ligá-la a seu dono.

O Blockchain, é um exemplo.

Ele oferece trocas com bitcoins anônimas e deleta qualquer arquivo em até 8 horas.

E leva nessa transação, uma taxa de 0,5%.

Com tudo isso acontecendo, as tentativas de regulação ou bloqueio da moeda devem estar sendo arquitetadas.

Regulação quase impossível

A ausência de regulação faz o Bitcoin ser transformadorr
A ausência de regulação faz a  Bitcoin ser uma Moeda Digital transformadora

 

A possibilidade de um bloqueio ou paralisação da rede é quase impossível, pois é preciso ter muito conhecimento técnico.

O próprio conceito do protocolo torna impraticável uma regulação como já vimos anteriormente.

Tentativas em torno de uma regulação com certeza irão ocorrer, em especial entre governos e políticos.

E se acontecer da criptomoeda ser enquadrada nos padrões convencionais, a receita está dada, e nada impedirá que novas moedas digitais sejam criadas.

E já existem várias.

Litecoins, Peercoins e Namecoins

No universo das moedas digitais já existem vários modelos no mercado.

As Litecoins (LTC) são uma delas.

Uma criptomoeda sustentada por uma rede peer-to-peer (do inglês par-a-par ou simplesmente ponto-a-ponto, com sigla P2P).

Ou seja, uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente como servidor.

O litecoin é um projeto de software livre lançado sob a licença MITInspirada e quase tecnicamente semelhante a Bitcoin (BTC).

A criação e transferência de Litecoin está baseada num protocolo de criptografia de código aberto e não é gerida por uma autoridade central.

Os desenvolvedores de Litecoins propõem uma melhora em relação a Bitcoin.

Para isso oferecem três diferenças fundamentais:

Em primeiro lugar, a rede Litecoin processa um bloco cada 2,5 minutos, em vez de cada 10 minutos como é o caso do bitcoin.

Segundo, a rede Litecoin irá produzir 84 milhões de litecoins, o que representa quatro vezes mais unidades do que a rede Bitcoin;

Por último, o Litecoin utiliza a função scrypt no seu algoritmo de provas de trabalho. E isso requer uma função sequencial de memória rígida.

A peercoin ou PPcoins, Namecoin já estão no mercado como alternativas a Bitcoin.  

Outros nichos de mercado já se formam em torno dessas moedas, como os fundos de investimento.

Só para citar, o  Ripple, uma startup de risco é um dos exemplos, criada pela OpenCoin e tocada pelo fundador do câmbio Mt.Gox.

A possibilidade desses projetos darem certo se forem tecnicamente mais confiáveis que a Bitcoin podem contribuir para a disseminação de trocas financeiras baseadas em criptografia.

Mesmo assim será difícil reunir uma comunidade tão comprometida como a Bitcoin.

Como poderá ser o futuro da moeda digital

E a possibilidade de um futuro baseado no molde da organização econômica descentralizada que originou a Bitcoin é muito possível.

E isso será creditado a existência da moeda hacker.

E potencial para que o projeto ou seus modelos cresçam existe, basta resolver as questões de segurança e comércios que aceitam a moeda para disseminar seu uso.

E então ficou alguma dúvida em relação a moeda digital chamada Bitcoin?

Para reforçar ainda mais o assunto, assista ao vídeo dublado explicando sobre o que é bitcoin

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