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Reiki e a prática do toque espiritual agora nos hospitais

Andrea W
Escrito por Andrea W em julho 27, 2019
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Uma prática de toque espiritual baseada na noção de que as mãos humanas podem redirecionar a “energia da força vital” para curar o estresse e a doença. O Reiki é a mais nova e moderna cura oriental que entra na indústria ocidental da saúde.

Assim como a acupuntura, o yoga e outras práticas outrora marginais, o Reiki agora é visto por muitos como uma prática alternativa eficaz e aceita na América, onde pelo menos 1,2 milhão de adultos experimentaram a terapia de cura energética.

Mas, para um tratamento relativamente seguro e sem efeitos colaterais, o Reiki conquistou uma reputação bastante conflituosa entre pesquisadores da área de saúde, profissionais da área médica e na Igreja Católica.

Segundo um relatório do National Institutes of Health no geral, há uma falta de pesquisa de alta qualidade sobre o Reiki, e os estudos que foram feitos mostram resultados conflitantes.

Os resultados também concluem que “não há evidências científicas para provar que essa energia existe”, diz John Killen, do Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa.

A  cura espiritual a serviço da saúde pública

No entanto, a cura energética está sendo transformada em serviços para pacientes e programas de tratamento para pessoas com câncer, fibromialgia, dor e depressão. Consumidores americanos têm pago para o Reiki, um valor de que pode variar de $ 40 a US $ 300 por sessão, criando um novo mercado de terapia por toque que hospitais, centros médicos e de câncer estão realizando.

No Brasil, de acordo com conteúdo  publicado na revista Veja, de setembro/2011, no hospital Sírio-Libanês há um departamento de Cuidados Integrativos, onde são realizadas a terapia por meio de um mestre de Reiki. O método é repassado a uma equipe multidisciplinar que aplica as técnicas voltadas às terapias alternativas.

Na mesma linha de tratamento o hospital Albert Einstein também está integrando a medicina tradicional e as terapias alternativas, ou, integrativas como foi chamada pela OMS.

Nos Estados Unidos o médico Brian Bernan fundou o Centro de Medicina Integrativa da Universidade de Maryland, ou seja, deu origem a primeira instituição de ensino americana a ministrar técnicas de terapias alternativas.

O centro de ensino é de excelência em pesquisa e tem em seu quadro 12 professores e mais de 60 alunos, atendendo mais de 10 mil pessoas e uma grande fila de pessoas aguardando para serem atendidas.

Número de hospitais americanos com a terapia do Reiki

Nos EUA já são mais de 60 hospitais a adotar o Reiki como parte dos serviços aos paciente Conforme a Associação Profissional de Toque de Cura mais de 30.000 enfermeiros nos hospitais dos EUA já utilizam as práticas de toque do Reiki.

Enfermeiras e equipes médicas são treinados por mestres de Reiki. No entanto, muitos especialistas médicos questionam a falta de regulamentação do Reiki, especialmente em um ambiente hospitalar.

Um artigo de 2009 no Jornal de Medicina Alternativa e Complementar, dizia que as sérias limitações metodológicas e de estudos de Reiki impedem uma conclusão definitiva sobre a eficácia da cura espiritual.

No mesmo ano, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA emitiu diretrizes que citam que um católico que confia no Reiki estaria operando no reino da superstição. Isso define que seria inadequado que instituições, ou seja, centros de saúde e de retiro católicos oferecessem Reiki.

Uma pesquisa de 2008 da American Hospital Association descobriu que 84% dos hospitais relataram a demanda de pacientes como a principal razão para oferecer serviços de medicina complementar, incluindo o Reiki.

A demanda ajudou a criar a ala de medicina integrativa do Centro de Câncer da Família Roy e Patricia Disney em Burbank, Califórnia, há quatro anos.

“Os pacientes são muito mais exigentes para essas práticas. É a razão pela qual todo o nosso departamento surgiu em conjunto com a medicina ocidental ”, disse Vanessa Ortiz, diretora do programa da ala.

O hospital tem um contrato com um mestre de Reiki local que vem uma vez por semana para realizar sessões privadas com pacientes. Ela cobra US $ 40, metade de sua taxa normal, e diz que não pode esperar até o seguro cobrir seus serviços.

Reiki coberto pelos planos de saúde  

As companhias de seguros de saúde cobrem o Reiki quando ele é transformado em programas abrangentes de tratamento, como fisioterapia, massagem ou cuidados paliativos, e ministrado por uma enfermeira ou por um profissional de saúde licenciado como parte dos cuidados de rotina durante uma internação hospitalar.

Profissionais da área médica e as seguradoras de planos de saúde estão percebendo que as terapias alternativas potencializam a possibilidade de cura e antecipam as altas nos hospitais, sendo um tratamento auxiliar mais barato, requerendo, no caso do Reiki, apenas a imposição das mãos do reikiano.

Terapias alternativas no combate ao stress

Para o médico Brian Bernan quando se refere ao Reiki e sua atuação nos quadros de  stress, a doença da atualidade que vem gerando tantas outras em termos somáticos, ele destaca:

“As doenças estão mudando. Males como pneumonia têm causa simples – no caso, uma infecção -, mas várias das doenças da modernidade, como obesidade e diabetes, são crônicas e envolvem uma série de riscos e mecanismo fisiopatológicos. O stress, por exemplo, é um grande problema nos dias que correm e está, na maioria das vezes, na raiz da depressão e dos distúrbios cardiovasculares. Ainda não se inventou uma pílula contra o stress, mas ferramentas como acupuntura, o Reiki, ou meditação conseguem aliviar o sofrimento dos pacientes.”

Sobre a utilização de uma integração entre a medicina tradicional e as terapias alternativas, ele completa:

“Eu acredito em uma abordagem integrada. O objetivo é sempre usar o melhor da medicina convencional e o da medicina complementar em defesa do doente.”

E para quem se põe contra a associação dos dois tipos de tratamento, convencional e alternativo? Brian diz que é um comportamento inútil. Se alguém tem a perder com isso, esse alguém é o paciente. É preciso colocar o doente, e não a doença, no centro da discussão e perguntar: qual é o melhor tratamento possível para essa pessoa? Frequentemente, a combinação entre a abordagem convencional e as terapias complementares é a melhor saída.

Mudanças observadas com o tratamento 

Enfermeiros sintonizados no Reiki, e praticantes dos ensinamentos durante os  atendimentos hospitalares, observaram as seguintes mudanças nos pacientes internados:

  • Os pacientes ficam corados (isto é, aumenta a circulação);
  • Mãos e pés se aquecem; 
  • Dormem calmamente e por períodos mais longos;
  • Ocorre relaxamento;
  • É necessário menos tempo para acalmar os pacientes depois de um evento estressante;
  • Os pacientes têm uma atitude mais positiva; 
  • Ficam mais cooperativos;
  • Relatam diminuição de dor.

Práticas alternativas reconhecidas pela saúde no Brasil

Hoje,o Ministério da Saúde reconhece como opção para tratamento e prevenção de diversas doenças 29 práticas alternativas. Entre elas estão:  Yoga, Musicoterapia, Homeopatia e Acupuntura já bem conhecidas e difundidas entre a população. 

O Brasil é o país que oferece o maior número de práticas integrativas disponíveis na atenção básica. Conforme o Ministério da Saúde, as terapias estão presentes em 9.350 estabelecimentos e em 3.173 municípios, sendo que 88% são oferecidas na Atenção Básica. 

Efeitos do Reiki 

A terapia com Reiki relaxa o sistema muscular e facilita assim o tratamento, a absorção da medicação, a melhora do ânimo, do sono, diminui a ansiedade e combate a dor crônica (recomendada pela Organização Mundial da Saúde como eficaz contra a dor crônica). 

Está também comprovada a diminuição dos efeitos colaterais de pacientes submetidos a tratamentos de quimioterapia, ajuda a cicatrizar,  a desinchar, é eficaz no tratamento de artroses e artrites, enxaqueca e dores-de-cabeça. 

O aspecto emocional do paciente também é alterado com sessões de 45 minutos, reduzindo o medo para que os pacientes se recuperem mais rápido e fiquem menos tempo nos hospitais.

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